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playerteste Para ouvir agora: A Poesia "Um conto de palhas"
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Um conto de palhas


Eu o vi nascer...

Sua Mãe ansiosa, aguardava o momento, seu pai, nervoso, andava de um lado
para a outro, gesticulando: Quisera ele, naquela hora, ter uma casa com
todo o conforto, ou estar em um hospital, para melhor atender ao
nascimento do bebê.

Mas ali, naquela estrebaria, sem paredes, no frio, sem uma cama sequer
para acomodar sua mulher...
E a mulher também nada podia fazer, mas amava e confiava em Deus.

E Ele nasceu! Lindo!
Seus pais respiraram alegria... felicidade. Nascera a tão esperada Criança...
-Graças te damos, Meu Deus – rezavam.

Mas... onde colocar a criança? (e olharam para mim)
Eu estava no meu cantinho... e me puseram dentro do cocho dos animais. E
puseram o Menino sobre mim... Arrumaram-no para que eu o aquecesse melhor!
Para ele não era nada agradável estar sobre palhas, mas para mim era uma
alegria imensa poder afagá-lo, sentir seu corpinho fofo – era uma alegria
que eu jamais havia experimentado antes, e, curioso: Eu o aquecia do
inverno e ele me aquecia diferente... um calor de amor!

Deram a ele o nome de Jesus. (Parece que já haviam escolhido o nome antes:
JESUS!)

Eu o vi crescer, trabalhar, correr, rezar com sua mãe... eu o vi crescer
com amor... e com amor aos outros.
Mas ele não tinha conforto: Dormia no chão, sobre palhas... e eu o
aquecia. Como eu gostaria que os homens lhe dessem uma cama confortável e
macia, como merecia! Mas cobravam caro, e dinheiro ele não tinha!

Ele teve muitos amigos. Via-se multidões o seguirem: Era um mestre, um
pai, um irmão para todos. A todos atendia, curava, dizia palavras de
conforto, multiplicava pães, falava de amor...mas não recebia amor...

Voltava para casa, cansado das caminhadas, da vida agitada... seu corpo
até tremia... e deixava-se cair sobre mim... e eu não podia fazê-lo
descansar!
-Por que os homens não o acolhem como merece? Desumanos! Ele só pensa
neles, faz tudo por eles... e eles não o agasalham!

Porém, num certo dia, vi alguns homens cortando algumas árvores e falavam
de Jesus. Eu não podia escutar o que diziam, mas falavam de Jesus!

Fiquei radiante! Finalmente haviam pensado nele e iam lhe dar uma cama
confortável! Iriam recompensá-lo pelos bens prestados...

Mas... um grito angustiante saiu de mim! Uma dor profunda me fez
estremecer!  - Traidores!

Com aquelas árvores que pensei fizessem uma cama, fizeram uma CRUZ!
E nela pregaram... meu doce JESUS!

Cláudio Heckert (Confidente de Nossa Senhora)